A Fibromialgia é uma síndrome crônica caracterizada por:
- dores musculoesqueléticas generalizadas
- fadiga
- distúrbios do sono e outros sintomas
- dificuldades cognitivas
- alterações de humor
Essa condição, de origem ainda não completamente esclarecida, afeta a qualidade de vida das pessoas e, consequentemente, pode impactar o desempenho e a permanência no ambiente de trabalho.
Impacto da Fibromialgia no trabalho
A intensidade e a frequência dos sintomas da fibromialgia variam de pessoa para pessoa. Em muitos casos, a dor constante, o cansaço extremo e os distúrbios do sono dificultam a execução de tarefas cotidianas e profissionais.
Atividades que exigem atenção e raciocínio rápido, podem ser comprometidas devido comprometimento da concentração e da memória.
Afastamento do trabalho
Sim, a Fibromialgia pode causar afastamento do trabalho.
Quando os sintomas se tornam incapacitantes e impedem que a pessoa exerça suas funções habituais, pode ser necessário o afastamento temporário ou até mesmo definitivo, dependendo da gravidade do quadro.
Após avaliação médica especializada com comprovação da incapacidade para o trabalho, deve ser solicitado benefícios previdenciários, como o auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez.
Procedimentos para o afastamento
- Manter acompanhamento médico regular, com reumatologistas ou clínicos.
- Apresentar documentação dos sintomas, exames, tratamentos realizados e impacto no trabalho.
- Solicitação de perícia médica junto ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para análise do direito ao benefício.
Leia também: Como pedir afastamento do trabalho por doença?
Adaptações e retorno ao trabalho
Em muitos casos, adaptações no ambiente de trabalho, como jornadas reduzidas, pausas frequentes e ajustes ergonômicos, podem facilitar a permanência da pessoa com fibromialgia em atividade.
A reabilitação profissional e o suporte psicológico também são recomendados para melhorar a qualidade de vida e a reintegração ao trabalho.
Como a empresa pode apoiar um funcionário com Fibromialgia?
A empresa pode adotar diversas medidas visando seu bem-estar e produtividade. Essas medidas incluem:
Adaptações no ambiente de trabalho:
- Ergonomia: Ajustar a cadeira, mesa e outros equipamentos para garantir uma postura adequada e reduzir a tensão muscular.
- Iluminação: Manter um ambiente bem iluminado para diminuir o cansaço visual.
- Pauses ativas:incentivar pausas regulares para alongamento e movimentação, aliviando a rigidez muscular.
Flexibilização da jornada:
- Jornada reduzida:
Em alguns casos, pode ser considerada uma redução da jornada de trabalho, desde que comprovada a prática de atividade física.Existem projetos de lei em tramitação que buscam garantir a redução da jornada de trabalho para pessoas com fibromialgia.
- Horário flexível:
Oferecer a possibilidade de horários mais flexíveis para que o funcionário possa ajustar sua jornada de acordo com suas necessidades.
Incentivo à saúde:
- Atividades físicas:
Estimular a prática de exercícios leves, como caminhadas, que podem ajudar a aliviar as dores.
- Saúde mental:
Promover a conscientização sobre a fibromialgia e oferecer suporte para a gestão do estresse, como meditação e técnicas de respiração.
Outras medidas:
- Comunicação aberta:
Criar um ambiente onde o funcionário se sinta à vontade para conversar sobre suas necessidades e dificuldades.
- Apoio do RH:
O setor de Recursos Humanos pode oferecer suporte e orientação ao funcionário, buscando soluções que se adequem à sua situação específica.
- Acompanhamento médico:
É importante que o funcionário tenha acompanhamento médico regular para monitorar a evolução da doença e ajustar o tratamento, segundo a Revista Brasileira de Medicina do Trabalho.
Conclusão
A Fibromialgia pode sim levar ao afastamento do trabalho, especialmente quando os sintomas comprometem de forma significativa a capacidade de desempenho profissional.
O diagnóstico precoce, o tratamento adequado e o suporte no ambiente de trabalho são fundamentais para minimizar o impacto da doença na vida laboral e social.

